Ortho Valle Clínica de Ortopedia Agendar pelo WhatsApp

Clínica de ortopedia · Blumenau/SC

Ortopedia e traumatologia para adultos e crianças.

Na Ortho Valle cada paciente é avaliado de forma individual e criteriosa, por ortopedistas com formação específica em ombro, coluna, pé e tornozelo, ortopedia pediátrica e oncologia ortopédica. Atendemos particular e convênios.

Especialidades

Do consultório à cirurgia, com acompanhamento pelo mesmo médico.

Profissionais

Atendimento no horário marcado, com a atenção que cada caso exige.

Dr. Rodrigo Vanzelli

CRM/SC 11918 · RQE 5640 · Diretor técnico

Ortopedia pediátricaPé e tornozeloArtroscopia

Graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Residência em Ortopedia e Traumatologia na Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. Especialização em Ortopedia Pediátrica no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

Dr. Crischiman Luis Dal Zotto

CRM/SC 9742 · RQE 5656

Ombro e cotoveloArtroscopia do ombro

Formado em Medicina pela Universidade de Caxias do Sul (2001). Residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital Regional de São José/SC e especialização em Cirurgia do Ombro no Hospital Ortopédico de Belo Horizonte/MG. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e da SBOT.

Produção científica e cursos
  • Autor de “Eficiência dos métodos de avaliação clínica (teste de O'Brien) e de imagem (artrorressonância magnética) no diagnóstico das lesões SLAP no ombro”, Revista Brasileira de Ortopedia, nov/dez de 2006.
  • Trabalhos apresentados nos VI e VII Congressos Brasileiros, no X Congresso Mundial e no XV Congresso Latino-americano de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, sobre lesões extensas do manguito rotador por via artroscópica, luxação glenoumeral com hiperlassidão capsuloligamentar, cirurgias de revisão após videoartroscopia e tenodese artroscópica do bíceps.
  • Instrutor do curso de videoartroscopia de ombro no Congresso Sul-brasileiro de 2007.
  • Congresso Mundial de Cirurgia do Ombro: Bahia (2007) e Edimburgo (2010).
  • Cursos de técnicas cirúrgicas do ombro: ArthroMiami (2010), ArthroLondon (2012) e San Diego (2013).

Dr. Guilherme Schlusaz Morais

CRM/SC 23124 · RQE 14227

Coluna vertebralTrauma ortopédico

Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná, com o prêmio Professor Mário Braga de Abreu pelo melhor desempenho nas disciplinas de Cirurgia. Residência em Ortopedia e Traumatologia no Hospital de Clínicas da UFPR e Hospital do Trabalhador. Especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral no Hospital de Clínicas da UFPR, com estágio na Jefferson University, Filadélfia. Membro titular da SBOT.

Currículo Lattes

Dr. Wagner Eugenio Gasperin

CRM 32135 · RQE 21455

Ortopedia geralOncologia ortopédicaTrauma ortopédico

Formado pela Universidade Federal do Paraná (2014). Médico assistente do serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Militar de Área de Manaus. Residência em Ortopedia e Traumatologia no Complexo Hospital de Clínicas / Hospital do Trabalhador, em Curitiba, com estágios em Oncologia Ortopédica e Cirurgia do Trauma. Fellowship em Oncologia Musculoesquelética no Ospedale Università di Padova, Itália (2021).

Convênios

Atendemos particular e os convênios abaixo.

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Orientações aos pacientes

Textos de introdução a temas frequentes no consultório.

Pés planos (pés chatos)Orientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica · resumo

O pé chato é um dos motivos que mais levam pais a consultórios ortopédicos. A prática do uso de palmilhas e botinhas incutiu na sociedade uma preocupação extrema com a conformação do pé da criança.

No bebê o pé parece plano por causa da gordura na planta, e o arco costuma se formar naturalmente entre os 2 e os 6 anos. Calçados rígidos ou restritivos não são recomendados. Não há evidência científica de que o pé plano cause dor nas costas ou problemas articulares na vida adulta.

Lesões por esforço repetitivoDr. Crischiman Dal Zotto

Lesão por Esforço Repetitivo (LER) não é propriamente uma doença. É uma síndrome constituída por um grupo de doenças que afetam músculos, nervos e tendões, principalmente dos membros superiores, e sobrecarregam o sistema musculoesquelético: tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do manguito rotador do ombro. Esse distúrbio provoca dor e inflamação e pode alterar a capacidade funcional da região comprometida. A prevalência é maior no sexo feminino.

Também é chamada de Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), Lesão por Trauma Cumulativo, Afecções Musculares Relacionadas ao Trabalho ou Síndrome dos Movimentos Repetitivos.

A LER é causada por mecanismos de agressão que vão desde esforços repetidos contínuos, ou que exigem muita força na execução, até vibração e postura inadequada, sempre agravados pelo estresse.

Outras condições também podem causar a síndrome: distúrbios hormonais comuns na menopausa, hipotireoidismo, doenças infecciosas, doenças imunológicas, síndromes depressivas, traumatismos fora do local de trabalho e hobbies. A associação de nomes fez com que a condição fosse entendida, erroneamente, apenas como doença ocupacional. Há, sim, profissionais expostos a maior risco: quem trabalha com computadores, em linhas de montagem e produção ou opera britadeiras, além de digitadores, músicos, esportistas e pessoas que fazem trabalhos manuais, como na indústria têxtil.

No ombro: três estágios

  1. Bursite. Somente inflamação, com dor predominantemente noturna ou após a atividade repetitiva, sem sinal de acometimento dos tendões do manguito.
  2. Tendinose e/ou rotura parcial. Inflamação crônica com desgaste dos tendões ou rotura parcial.
  3. Rotura completa de um ou mais tendões.

No Brasil, as patologias por esforço repetitivo do ombro respondem pela nona causa geral de afastamento do trabalho na seguridade social.

Diagnóstico

É basicamente clínico. O mais importante é determinar a causa dos sintomas para eleger o tratamento adequado, o que muitas vezes exige avaliação multidisciplinar. Conforme a articulação e a suspeita da lesão, são necessários exames de imagem (radiografia, ultrassonografia, ressonância magnética).

Sintomas

Dor nos membros superiores e nos dedos, dificuldade para movimentá-los, parestesias, fadiga muscular, alteração da temperatura e da sensibilidade, redução da amplitude do movimento, inflamação e perda de força.

Na maioria das vezes esses sintomas estão relacionados a uma atividade inadequada não só dos membros superiores, mas de todo o corpo, que se ressente, por exemplo, se houver compressão mecânica de uma estrutura anatômica ou se o paciente ficar sentado diante do computador ou tocando piano por muitas horas seguidas.

Tratamento

Nas crises agudas de dor, o tratamento inclui anti-inflamatórios e repouso das estruturas comprometidas. Nas fases mais avançadas, a aplicação de corticoides, fisioterapia e intervenção cirúrgica são recursos que devem ser considerados.

No ombro, a fase I é tratada de forma conservadora, com medicação, repouso e, se necessário, fisioterapia. Na fase II o tratamento continua conservador, mas, principalmente quando há rotura parcial do tendão, a probabilidade de cirurgia é maior. Na fase III o tratamento é cirúrgico.

Atualmente o tratamento cirúrgico considerado padrão-ouro para o ombro é a videoartroscopia: técnica minimamente invasiva em que, por meio de em média quatro orifícios, se tem acesso a toda a articulação e se repara a lesão com pinças e material apropriado. Entre as vantagens estão a estética, a menor agressão à anatomia, a internação curta, a menor intensidade de dor, o início precoce da fisioterapia e o retorno mais rápido às atividades. Realizamos esse procedimento semanalmente no Hospital Santa Isabel e no Hospital da Unimed.

Recomendações

  • Ao trabalhar sentado, mantenha as costas eretas, apoiadas em um encosto confortável, os ombros relaxados e os punhos sem dobrar. Pelo menos a cada hora, levante-se, ande um pouco e faça alongamentos.
  • Certifique-se de que a cadeira ou o banco são adequados ao tipo de atividade que você exerce.
  • A LER não acomete apenas quem trabalha em determinadas funções. Quem usa o computador para lazer durante horas a fio também está sujeito a desenvolver o distúrbio.

Dores do crescimentoDr. Rodrigo Vanzelli

Definição

Aproximadamente 25% das crianças que procuram o reumatologista ou o ortopedista pediátrico têm dores nas pernas. Quando essas dores não estão relacionadas a trauma, em uma criança normal, saudável e ativa, com episódios repetitivos, muitas vezes podem ser as chamadas “dores do crescimento”.

As crises são características em crianças de 3 a 6 anos, podem ser diárias ou esporádicas e podem estar presentes por longos períodos antes de desaparecerem. Em geral a dor é bilateral, descrita pela criança como profunda e intensa, principalmente no final do dia ou à noite. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando de dor, pedindo a presença da mãe, que alivia a dor com massagens locais. A criança volta a dormir, acorda bem no dia seguinte e retoma suas atividades normais. Um sinal importante para afastar outras doenças é a ausência de inflamação articular: junta inchada, vermelha e quente. Acomete meninos e meninas em proporções parecidas.

Causas

A causa ainda não é conhecida, e não há consenso entre os pesquisadores nem sobre o termo “dores do crescimento”. Não se verificou relação do quadro com o ganho de estatura, que ocorre de maneira lenta demais para provocar dor. Entre as teorias estão o desequilíbrio de crescimento entre ossos, tendões e músculos, a fadiga muscular e as atividades de impacto provocando dores próximas às áreas de crescimento. É comum encontrar distúrbios emocionais ou uma situação de crise própria da idade (nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Essas crianças são, em geral, filhas de pais que tiveram quadros semelhantes na infância, e nelas são encontradas outras situações de dor crônica, como dor de cabeça ou dor abdominal. Parece haver uma combinação de fatores emocionais com uma tendência à dor crônica.

Tratamento

O primeiro passo é excluir outras possibilidades diagnósticas, principalmente doenças reumatológicas, hematológicas e endocrinológicas, o que é feito na consulta e por avaliação laboratorial. Confirmado o diagnóstico, é fundamental tranquilizar a família: trata-se de uma condição benigna e autolimitada, que não deixa sequelas nem limitações e não afeta o crescimento. Durante as crises, usam-se analgésicos, massagens e calor. Não há indicação para limitar a criança: alimentação e atividades físicas estão liberadas e devem ser estimuladas. Deve-se retirar o rótulo de “criança doente”, e a família deve administrar as crises em uma atmosfera de tranquilidade.

As dores do crescimento são um diagnóstico de exclusão, e a criança com essa suspeita deve ser adequadamente avaliada pelo ortopedista pediátrico e pelo reumatologista infantil.

Fraturas em criançasOrientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica

O tratamento, os resultados e o prognóstico das fraturas dependem de fatores como a idade da criança, a gravidade, o tipo e a localização do trauma, o treinamento do ortopedista e até características individuais da criança. É importante que os pais conversem com o ortopedista responsável e sejam esclarecidos sobre as particularidades do tratamento. As informações de outros pais cujos filhos tiveram fraturas “semelhantes” podem não se aplicar àquela criança.

Diferenças entre o osso da criança e o do adulto

O osso da criança tem maior elasticidade e porosidade, periósteo mais resistente e cartilagens de crescimento. Como a criança está em crescimento, sua capacidade de formar osso é superior à do adulto. Isso traz vantagens:

  • Maior dificuldade para a ocorrência de fraturas.
  • Grande proporção de fraturas incompletas, do tipo “galho verde” ou subperiostal.
  • Menor incidência de fraturas cominutivas.
  • Capacidade de remodelação.
  • Calo ósseo mais veloz, em até menos da metade do tempo necessário a um adulto.
  • Recuperação melhor e mais rápida.
  • Menor necessidade de cirurgia para reduzir e fixar as fraturas.

E algumas desvantagens sérias:

  • Fraturas próximas à cartilagem de crescimento podem causar deformidades e déficit de crescimento.
  • Uma deformidade ou sequela pode repercutir em toda a formação educacional, profissional, social e psicológica da pessoa.
  • Menor cooperação com recomendações como não andar, não correr e ter cuidado.

O trauma

O trauma necessário para provocar uma fratura nem sempre é violento. Um tropeço seguido de queda pode bastar. A maioria das fraturas está relacionada a quedas em casa e afeta mais os membros superiores (clavícula, punho, antebraço e cotovelo).

Se testemunharem o acidente, os pais ou responsáveis devem relatar ao médico como a criança caiu ou foi atingida. Informar em que circunstância a criança mais sente dor também ajuda no diagnóstico: observe, por exemplo, se ela chora ao trocar a fralda ou ao ter o braço pressionado.

Sintomas

O sintoma mais importante é a dor imediata produzida pelo trauma, que piora com o movimento ou a compressão da região. A criança evita movimentar o membro fraturado (impotência funcional). A presença de movimento ativo não afasta a possibilidade de fratura.

Nas fraturas dos membros inferiores, a criança evita apoiar o pé no chão ou manca. Em alguns casos há deformidade aparente. O inchaço é comum, mas não obrigatório, e pode ser difícil de ver em crianças com maior proporção de gordura. Às vezes surgem hematomas, que representam um sangramento interno e não são, por si, motivo de alarme. Em certas situações há movimentação anormal do osso no local da fratura, com barulho ou sensação de raspar.

Tipos de fratura

  • Fechada: não há lesão da pele.
  • Aberta ou exposta: há na pele uma ferida que se comunica com a fratura, de qualquer dimensão, inclusive um ponto.
  • Patológica: ocorre em osso enfraquecido por problemas prévios (doenças congênitas, infecções, lesões benignas ou malignas).
  • Por estresse: ocorre em ossos submetidos a esforço contínuo. A incidência vem aumentando com a prática esportiva intensa pelos jovens.
  • Desviada: os fragmentos do osso se deslocam.
  • Articular: há acometimento da articulação.
  • Descolamento epifisário: atinge a placa de crescimento.
  • Em “galho verde”: o osso é lascado ou trincado, e um dos lados permanece íntegro.
  • Subperiostal: ocorre sob o periósteo, a membrana resistente que envolve o osso.

O que fazer diante da suspeita de fratura

A primeira providência é imobilizar o membro na posição em que está. Isso diminui a dor e o inchaço e evita que a lesão aumente.

Se houver ferimento, limpe com água corrente ou soro fisiológico e cubra com material limpo ou estéril até chegar ao serviço de emergência. Se houver sangramento abundante, faça compressão moderada na ferida.

Como se trata

Imobilização. A maioria das fraturas pode ser tratada de maneira conservadora, com imobilização pelo tempo adequado. Graças à remodelação, as pontas fraturadas não precisam estar em encaixe perfeito: desvios são aceitáveis conforme o osso, a localização da fratura e a idade da criança. No adulto a tolerância ao desvio é menor.

Redução. Algumas fraturas com desvio têm de ser reduzidas, ou seja, colocadas no lugar. Isso pode ser feito sob anestesia geral, local, regional ou, em alguns casos, sem anestésicos, com uma manobra rápida que dispensa internação. A escolha do método considera a idade da criança, o tempo de jejum, o tipo de fratura, o osso fraturado e a aceitação pelo paciente e pelos pais.

Cirurgia. Certas fraturas exigem cirurgia para posicionar e fixar os fragmentos com pinos, hastes, placas ou fixadores. Em determinados casos não há cortes: a fratura é fixada com pinos que atravessam a pele. Também requerem cirurgia as lesões que afetam a articulação ou a placa de crescimento, as fraturas expostas e os casos com ferimento de artéria (alteração da cor da extremidade ou perda do pulso).

Cuidados após o tratamento inicial

As fraturas costumam ser imobilizadas com tala de gesso, gesso circular, gesso sintético ou aparelhos. Em crianças, a recuperação é rápida e dificilmente há perda de movimento da articulação pela imobilização. É importante que o osso recupere resistência próxima ao normal, para que um novo trauma não cause fratura no mesmo lugar. Dores mais intensas ou progressivas devem ser relatadas ao médico.

O gesso sintético (na verdade uma bandagem de resina) é mais leve e mais resistente, mas, ao contrário do que se pensa, não pode ser encharcado no mar ou na piscina: a água que fica entre ele e a pele pode causar muitos problemas. Também não permite a modelagem, necessária em muitas fraturas, e tem custo alto.

As talas são usadas quando há possibilidade de inchaço muito grande e a fratura é estável, e são particularmente importantes depois de uma cirurgia. Têm menor resistência e durabilidade.

Controles. Conforme o tipo de fratura, são necessárias radiografias de controle para verificar a posição do osso. Fraturas simples e de excelente prognóstico dispensam a radiografia final.

Tempo de consolidação. Varia de poucas semanas a meses, conforme a idade, o tipo e a localização da fratura, o tratamento e os cuidados tomados. A previsão dada pelo ortopedista pode mudar conforme as radiografias de controle.

Fisioterapia e reabilitação. Depois da imobilização há atrofia do membro e alguma dificuldade para retomar os movimentos. Na maioria das crianças a recuperação é natural. Em casos específicos, e em crianças maiores e adolescentes, pode ser necessária fisioterapia. O retorno às atividades deve ser progressivo. Exercícios sem impacto, como a natação, podem ser retomados logo. Esportes com risco de impacto e quedas (futebol, skate, basquete) aguardam a liberação do ortopedista.

Acompanhamento. Mesmo após a consolidação, a criança precisa de acompanhamento para confirmar que houve recuperação total do movimento e da função, que o osso se mantém alinhado e que o crescimento do osso não foi afetado.

Criança engessada: sinais de alerta

  • Dor intensa, progressiva, que não responde ao analgésico.
  • Inchaço dos dedos.
  • Dedos pálidos ou extremidades roxas.
  • Dedos frios.
  • Formigamento ou alteração de sensibilidade.
  • Dedos muito dobrados ou dificuldade para movimentá-los.

Esses sinais indicam que pode haver compressão capaz de lesionar nervos e músculos. Procure imediatamente o ortopedista ou o serviço de emergência.

Transporte seguro de criançasOrientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica

Criança, só no banco de trás e com cinto.

Até 1 ano

O bebê deve ser transportado em cadeirinha do tipo bebê conforto, sempre no banco de trás, de costas para a dianteira do carro. A cadeira deve estar firmemente presa ao banco pelo cinto de segurança. Leia com atenção as instruções de instalação. A cadeirinha não pode se mover mais do que 2 centímetros de um lado para o outro, e entre as tiras e o corpo da criança deve ficar uma folga de um dedo.

De 1 a 4 anos

A criança também deve ser transportada em cadeirinha presa firmemente ao cinto do veículo. A melhor posição é o centro do banco. Instaladas corretamente, as cadeiras diminuem o risco de morte e de lesões graves em até 70%.

De 4 a 10 anos

A criança precisa de assento de elevação (booster), que ajusta o cinto do veículo ao ombro e à cintura nessa fase em que ela é grande demais para a cadeirinha e pequena para o cinto normal.

Acima de 10 anos

Pode usar o cinto de três pontos, desde que tenha tamanho adequado: precisa sentar e dobrar os joelhos na borda do assento sem afastar as costas do encosto.

Ao comprar bebê conforto, cadeira ou assento de elevação, confira a aprovação do Inmetro.

No carro, nunca

  • Transporte criança menor de 10 anos no banco da frente.
  • Deixe seu filho sem o cinto de segurança.
  • Permita que fique em pé entre os bancos.
  • Leve o bebê no colo.
  • Passe o cinto de três pontos por baixo do braço ou por trás das costas da criança.

Na rua

  • Ande pela calçada, nunca pela rua.
  • Atravesse sempre na faixa de segurança.
  • Não atravesse por trás de ônibus ou carros que escondam o pedestre.

Os pais devem dar o exemplo e usar sempre o cinto. Os acidentes de trânsito são a principal causa externa de morte de crianças de 1 a 14 anos no Brasil, e a maioria ocorre em trajetos curtos, como o caminho de casa para a escola.

Atividade física infantilOrientações da Sociedade Brasileira de Pediatria

Ser fisicamente ativo todos os dias é importante para a saúde integral de crianças e adolescentes. As atividades devem ser prazerosas e adequadas ao estágio de crescimento e desenvolvimento de cada um.

De 0 a 2 anos

  • Bebês devem ser incentivados a ser ativos, mesmo que por curtos períodos, várias vezes ao dia.
  • Antes de engatinhar: alcançar, segurar, puxar, empurrar e mover cabeça, corpo e membros nas rotinas diárias e em atividades supervisionadas no chão, incluindo tempo de bruços.
  • Quem já se arrasta ou engatinha deve ser encorajado a ser tão ativo quanto possível em ambiente seguro, supervisionado e estimulante.
  • Crianças que andam sozinhas: pelo menos 180 minutos de atividade por dia, fracionados, em ambiente fechado ou ao ar livre, de atividades leves (ficar de pé, rolar, brincar) a mais intensas (saltar, pular, correr).
  • Evitar longos períodos de comportamento sedentário, como ficar no carro ou no carrinho, exceto durante o sono.
  • Até os 2 anos, o tempo de tela recomendado é zero.

De 3 a 5 anos

  • Pelo menos 180 minutos de atividade física de qualquer intensidade ao longo do dia, com variedade de atividades e ambientes que desenvolvam a coordenação motora.
  • Brincadeiras ativas, bicicleta, atividades na água, jogos de perseguir e jogos com bola são as melhores formas de movimento nessa idade.
  • A partir dos 3 anos, atividades estruturadas (natação, dança, lutas, esportes coletivos) podem ser incluídas aos poucos.
  • Tempo de tela limitado a 2 horas por dia. Quanto menos, melhor.

De 6 a 19 anos

  • Pelo menos 60 minutos diários de atividade moderada a vigorosa: pedalar, nadar, brincar no playground, correr, saltar, qualquer atividade com intensidade no mínimo igual à de uma caminhada.
  • Mais de 60 minutos por dia traz benefícios adicionais.
  • Atividades vigorosas, incluindo as que fortalecem músculos e ossos, pelo menos três dias por semana.
  • Atividades de flexibilidade pelo menos três vezes por semana.
  • Variedade de atividades agradáveis e seguras: caminhadas, bicicleta, esportes, jogos e brincadeiras tradicionais da comunidade.
  • Tempo de tela limitado a 2 horas por dia, sem contar o uso do computador para tarefas escolares.

Essas diretrizes valem para todas as crianças e adolescentes, salvo quando uma condição médica específica indicar o contrário.

Estes textos servem apenas como introdução aos temas e não substituem a consulta médica.

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