DORES DO CRESCIMENTO

                                                                                                                                                                       Dr Rodrigo Vanzelli
Definição 
              Aproximadamente 25% das crianças que procuram o reumatologista ou o ortopedista pediátrico têm dores nas pernas, quando essas dores não estão relacionadas a trauma, em uma criança absolutamente normal, saudável e ativa, com episódios repetitivos elas muitas vezes podem ser as chamadas “dores do crescimento”. 


              Essas crises características em crianças de 3 a 6 anos de idade podem ser diárias ou esporádicas, podendo estar presentes por longos períodos antes de desaparecerem. Em geral, a dor é bilateral, descrita pela criança como profunda, intensa e principalmente no final do dia ou à noite. Uma história típica é a da criança que vai dormir bem e acorda chorando com dor, solicitando a presença da mãe, que com massagens locais aliviam a dor. A criança volta a dormir e acorda bem no dia seguinte, reassumindo suas atividades normais. Um sinal importante para afastarmos outras patologias é que não ocorre sinais de "inflamação" articular: junta inchada, vermelha e quente. Costuma acometer meninos e meninas em proporções parecidas.


Causas 
             Essa entidade não tem ainda causa conhecida. Na verdade não existe consenso entre os pesquisadores nem sobre o termo "Dores do crescimento". Na verdade, não se verificou qualquer relação desse quadro com o ganho de estatura, que ocorre de maneira muito lenta para provocar dor. Apesar de nosso desconhecimento a respeito da causa verdadeira, existem muitas tentativas de explicá-la. Uma das teorias é quanto ao desequilíbrio de crescimento de ossos, tendões e músculos, fadiga muscular ou mesmo atividades de impacto provocando dores próximas às áreas de crescimento. É muito comum encontrarmos distúrbios emocionais ou simplesmente uma situação de crise própria da idade (nascimento de um irmão, ingresso na escola, mãe que começa a trabalhar). Também se viu que essas crianças são, em geral, filhas de pais que também tiveram quadros semelhantes durante a infância e nas próprias crianças são encontradas outras situações de dor crônica como dor de cabeça ou dor abdominal, ou seja, parece haver uma combinação de fatores emocionais associados a uma " tendência" a dor crônica.


Tratamento 
A primeira coisa a ser feita é a exclusão de outras possibilidades diagnósticas, principalmente doenças reumatológicas, hematológicas e endocrinológicas, o que é feito durante a consulta e através da avaliação laboratorial. Depois de confirmado o diagnóstico, é fundamental que se tranqüilize a família, já que se trata de uma patologia benigna e auto limitada, que não trará seqüelas e limitações e que não terá impacto no crescimento da criança. Durante as crises, mantém-se a conduta de usar analgésicos, massagens e calor. Não há indicação para limitar a criança em qualquer aspecto: alimentação e atividades físicas estão liberadas e devem, inclusive, ser estimuladas. Devemos retirar o rótulo de "criança doente" e que a família passe a administrar as crises dentro de uma atmosfera de tranqüilidade para a criança.


Concluindo podemos dizer que as dores do crescimento são um diagnóstico de exclusão e que a criança com esta suspeita deve ser adequadamente avaliada pelo ortopedista pediátrico e reumatologista infantil

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